Israel Intensifica Ataques no Líbano Ignorando Cessar-Fogo, Autoridades Denunciam Violações Graves
Apesar de um cessar-fogo declarado, o sul do Líbano foi palco de ataques israelenses que resultaram na morte de pelo menos dez pessoas entre terça-feira (28) e quarta-feira (29). As ofensivas, segundo autoridades libanesas e a mídia estatal, atingiram áreas civis e equipes de resgate, intensificando a crise humanitária e as tensões na região.
A Defesa Civil Libanesa relatou que dois civis perderam a vida em um bombardeio inicial em Majdal Zoun, cidade próxima a Tiro. Tragicamente, um segundo ataque no mesmo local vitimou três membros da Defesa Civil, que prestavam socorro aos feridos do ataque anterior. Dois soldados do exército libanês também foram feridos.
O gabinete do presidente libanês, Joseph Aoun, condenou veementemente os ataques, classificando-os como uma violação das leis e pactos internacionais. A presidência destacou que as agressões visaram diretamente trabalhadores de socorro, um ato considerado inaceitável.
Múltiplos Ataques e Vítimas Civis no Sul do Líbano
A mídia estatal libanesa informou ainda sobre outros ataques israelenses que causaram mortes em Tebnine e Shaqra. O Ministério da Saúde do Líbano confirmou uma vítima fatal em Jwaya e, posteriormente, relatou que um ataque aéreo em Jebchit deixou pelo menos duas pessoas mortas e 13 feridas. O Ministro da Saúde, Rakan Nasser Al-Din, denunciou os ataques em Majdal Zoun como uma grave violação do direito internacional.
Netanyahu Justifica Ataques, Citando Acordo com EUA e Líbano
Em resposta às acusações, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou a militares que os termos do cessar-fogo com o Líbano permitem que Israel continue bombardeando o país. Segundo ele, a liberdade de ação para frustrar ameaças, sejam imediatas ou emergentes, faz parte de acordos firmados com os Estados Unidos e o governo libanês.
Contexto Regional: Guerra Irã-EUA e Expansão do Conflito
Estes eventos ocorrem em um contexto de guerra entre Estados Unidos e Irã, iniciada em fevereiro após um ataque coordenado que matou o líder supremo iraniano, Ali Khamenei. Em retaliação, o Irã realizou ataques contra países da região. O conflito se expandiu para o Líbano, com o Hezbollah, apoiado pelo Irã, atacando Israel, o que levou a ofensivas israelenses contra alvos do grupo no país vizinho. Mais de 2.500 pessoas morreram no Líbano desde o início das hostilidades.
Nova Liderança no Irã e Reações Internacionais
Com a morte de grande parte de sua liderança, o Irã elegeu Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei, como novo líder supremo. Especialistas preveem continuidade nas políticas. O ex-presidente dos EUA, Donald Trump, criticou a escolha, classificando-a como um “grande erro” e afirmando que Mojtaba seria “inaceitável” para a liderança iraniana.