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Israel diz atuar para mobilizar iranianos a protestar contra regime, após morte de Ali Khamenei e ataques EUA, IRGC responde com mísseis e risco de escalada regional

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Oficial israelense afirma que objetivo atual é minar o regime iraniano e provocar movimentos de rua, enquanto ataques e retaliações do IRGC aumentam a tensão no Oriente Médio

Um oficial israelense disse que o foco atual das operações militares de Israel no Irã é minar o regime a ponto de derrubá-lo, e que o país “está agindo à sua maneira” para levar os iranianos às ruas, segundo informação divulgada pelas fontes recebidas.

O oficial, que falou sob condição de anonimato, não detalhou quais táticas estariam sendo usadas para mobilizar iranianos a protestar contra regime, nem como essas ações se articulam com a campanha militar mais ampla entre Estados Unidos e Israel.

Desde a onda de ataques coordenados entre EUA e Israel, que terminou com a morte do líder supremo Ali Khamenei, o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica, IRGC, afirmou ter lançado mais uma onda de mísseis e drones contra países do Oriente Médio, e o conflito já deixou vítimas em Israel, conforme informação divulgada pelas fontes recebidas.

O que disse o oficial israelense

De acordo com o relato da fonte, Israel enxerga nas mobilizações internas no Irã uma forma de desestabilizar o governo dos aiatolás, e trabalha para criar condições que incentivem protestos. O oficial afirmou que não iria fornecer detalhes operacionais, deixando em aberto que meios e prioridades estão sendo empregados.

A expressão utilizada pelo interlocutor, “está agindo à sua maneira”, foi citada na comunicação das fontes como indicação de que as ações podem ser indiretas, seja por pressão informacional, apoio a dissidentes, ou operações cibernéticas, embora nada disso tenha sido confirmado publicamente.

Retaliação do Irã e impacto imediato

Após o anúncio da morte de Ali Khamenei nos ataques, o IRGC intensificou lançamentos de mísseis e drones contra alvos na região, incluindo países que abrigam bases militares norte-americanas, como Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.

No território israelense, houve vítimas, com ao menos dez mortos após mísseis atingirem áreas do país, e projéteis chegaram às proximidades de Jerusalém e Tel Aviv, segundo as fontes fornecidas. O Irã disse considerar a vingança pelos ataques como um “direito e dever legítimo”.

Reações dos Estados Unidos e declarações de Washington

Os Estados Unidos participaram dos ataques iniciais contra alvos iranianos, no que autoridades americanas e israelenses descrevem como uma tentativa de conter o programa nuclear e a capacidade militar do Irã. Em resposta às ameaças de retaliação, o então presidente Donald Trump declarou, “é melhor que eles não façam isso, porque se fizerem, nós os atingiremos com uma força nunca antes vista”.

Trump também afirmou que os ataques contra o Irã viriam a continuar, “ininterruptos durante toda a semana ou pelo tempo que for necessário para alcançarmos nosso objetivo de PAZ EM TODO O ORIENTE MÉDIO E, DE FATO, NO MUNDO!”, segundo as mensagens publicadas pelas fontes citadas.

Riscos e cenários futuros

Especialistas consultados pelas fontes alertam que a tentativa de mobilizar iranianos a protestar contra regime pode aumentar a volatilidade, se ações externas forem percebidas como intervenção direta, gerando mais apoio interno ao governo ou represálias escalonadas.

As próximas horas e dias serão determinantes para entender se as ações israelenses e americanas alinham-se com uma estratégia de pressão interna, ou se a resposta do Irã e do IRGC continuará a ampliar o conflito em múltiplas frentes, com risco de envolvimento mais direto de potências regionais.