Abrindo conteúdo

Israel Alerta EUA: Irã Planejou Assassinato de Trump com Franco-Atirador e Faca, Revela Agência

Israel alertou os Estados Unidos sobre planos do Irã para matar o presidente Donald Trump em diversas ocasiões ao longo do último ano.

As informações, repassadas por autoridades israelenses a agências de inteligência americanas e a altos funcionários da Casa Branca, incluíam métodos específicos como um ataque de franco-atirador ou um atentado com faca em um evento público.

Esses alertas ganharam intensidade antes da decisão americana de entrar em guerra com o Irã em fevereiro e antes de uma manobra secreta envolvendo o Air Force One na Turquia, segundo apurou uma agência de notícias.

Apesar das preocupações levantadas por Israel, a comunidade de inteligência dos EUA, incluindo a CIA, não conseguiu verificar de forma independente a maioria das ameaças específicas contra a vida de Trump, conforme relatos de fontes americanas.

Ameaças Detalhadas e Medidas de Segurança

Um dos alertas mais detalhados ocorreu antes da cúpula da OTAN em Ancara, em julho. Autoridades israelenses informaram a Casa Branca sobre a possibilidade de o Irã tentar assassinar Trump, possivelmente com um míssil portátil, durante sua viagem de Air Force One.

Em resposta a essas informações, mesmo sem confirmação independente, funcionários da Casa Branca e o Serviço Secreto implementaram medidas de segurança adicionais. Uma dessas ações foi uma operação de dissimulação durante a viagem à Turquia, que envolveu a transferência de Trump para outra aeronave antes de seu voo de saída do país.

O Serviço Secreto dos EUA afirmou que analisa continuamente uma ampla gama de informações para garantir a segurança do presidente. O porta-voz Anthony Guglielmi declarou que a agência está focada na segurança de Trump diante de recentes tentativas de assassinato e ameaças crescentes.

Divergências na Avaliação da Inteligência

A inteligência israelense há muito avalia que o Irã deseja retaliar pelo assassinato do comandante militar iraniano Qassem Soleimani por Trump em 2020. No entanto, a CIA não conseguiu corroborar algumas das ameaças específicas compartilhadas por Israel.

Autoridades turcas também informaram às agências americanas que não encontraram evidências que corroborassem a alegação israelense sobre a ameaça à vida de Trump durante a cúpula da OTAN. Essa avaliação foi compartilhada com os Estados Unidos.

O episódio evidencia como a inteligência israelense influencia a tomada de decisões do governo Trump em relação ao Irã, mesmo diante de divergências nas avaliações de ameaça entre os dois países. No início do ano, agências americanas avaliaram que o Irã não estava desenvolvendo ativamente armas nucleares, enquanto Israel insistia na urgência da ameaça.

Influência na Política Externa e Aliança Estreita

Apesar dos relatórios da comunidade de inteligência dos EUA, Trump prosseguiu com ataques ao Irã em fevereiro, levando em consideração informações compartilhadas por Israel sobre tentativas de assassinato. Um porta-voz da embaixada israelense contestou a alegação de que Israel estaria usando sua inteligência para influenciar a política dos EUA.

Os Estados Unidos dependem fortemente da inteligência israelense no Oriente Médio, especialmente em relação ao Irã. Canais formais transmitem informações israelenses para a CIA e a NSA, que as analisam, embora nem sempre consigam verificá-las independentemente.

Em ocasiões anteriores, a CIA avaliou ter “baixa confiança” na inteligência israelense sobre ameaças iranianas, incluindo planos para assassinar Trump. O contato direto entre autoridades israelenses e a Casa Branca, inclusive pela Sala de Situação, ocorreu em meio a uma ruptura no compartilhamento de informações de inteligência dentro do governo Trump, com a CIA interrompendo colaborações em avaliações conjuntas com o Conselho Nacional de Inteligência.

Rolar para cima