Iranianos na Avenida Paulista comemoram a morte de Khamenei, segurando bandeiras do Irã e cartazes contra o regime, em manifestação de refugiados que pedem mudança política
Um grupo de iranianos se reuniu na tarde deste domingo na Avenida Paulista para celebrar a morte de Khamenei, o líder supremo do Irã, segundo relatos e imagens do ato.
Os manifestantes caminharam pela avenida carregando bandeiras do país e cartazes com mensagens críticas ao governo de Khamenei, que comandou o Irã por quatro décadas.
Entre os presentes estava Ariana Siri, refugiada há 12 anos, que disse participar da ação para celebrar a morte do líder e buscar, nas palavras dela, lutar pela democracia e liberdade do Irã, conforme informação divulgada pela CNN Brasil e pela Itatiaia.
O que motivou o ato em São Paulo
O protesto na Avenida Paulista ocorreu após ataques conjuntos entre Estados Unidos e Israel no Irã, que, segundo autoridades americanas e israelenses, resultaram na morte de Ali Khamenei no sábado.
Imagens de satélite da Airbus mostraram fumaça preta saindo do complexo do líder supremo em Teerã no sábado, indicando que vários edifícios no local foram atingidos, conforme conteúdo divulgado pela Itatiaia.
Reações oficiais e declarações
O Ministério das Relações Exteriores do Irã chegou a afirmar que Khamenei estava “são e salvo”, frase usada em comunicados oficiais, mesmo após o anúncio da morte feito pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e pelo primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.
Trump afirmou que um dos objetivos do ataque conjunto EUA-Israel era a mudança de regime, e conclamou o povo iraniano a se levantar contra o governo, declaração que ganhou repercussão internacional.
Quem participou do protesto
Além de refugiados como Ariana Siri, o ato reuniu iranianos residentes no Brasil que exibiram cartazes e faixas com críticas ao regime de Khamenei, e clamaram por maior liberdade política e respeito aos direitos humanos.
Os participantes também lembraram nomes ligados ao poder iraniano, citando autoridades como Masoud Pezeshkian e o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, Abdolrahim Mousavi, em referência às estruturas do poder que permanecem no país.
Contexto internacional e próximos passos
A morte de Ali Khamenei, e a celebração por parte de dissidentes iranianos no exterior, abre novo capítulo nas tensões entre o Irã e os Estados Unidos e aliados, com possíveis desdobramentos diplomáticos e de segurança.
Organizadores do ato na Avenida Paulista dizem que continuarão mobilizados para dar visibilidade às demandas por democracia no Irã, e monitoram respostas oficiais e manifestações semelhantes em outras cidades.