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Irã atribui pausa em ataques dos EUA à “fadiga estratégica” e alega “vitória” sobre defesas americanas

Irã celebra “vitória” e aponta “fadiga estratégica” dos EUA após pausa em ataques

Autoridades iranianas tentam apresentar a aparente interrupção dos ataques dos Estados Unidos como um triunfo, sugerindo que as forças americanas estão sofrendo de “fadiga estratégica”. Os comentários surgem em meio a relatos de que as operações militares americanas estão em “pausa”, após quase duas semanas de ofensivas noturnas consecutivas.

A narrativa iraniana ganha força após declarações de porta-vozes militares do país, que afirmam que os Estados Unidos não conseguiram abalar as defesas iranianas nem alcançar seus objetivos estratégicos. Essa interpretação ocorre em um momento de incertezas sobre os próximos passos da política externa americana na região.

As declarações foram feitas a veículos de mídia estatais iranianos neste domingo (26), após reportagens indicarem preocupações de altos funcionários dos EUA sobre uma possível escalada do conflito com o Irã. Conforme apurado pela CNN e outras fontes, as forças armadas dos EUA não anunciaram novos ataques nas últimas duas noites, levantando questionamentos sobre a continuidade e a estratégia das operações.

Porta-voz militar iraniano critica falta de estratégia dos EUA

O porta-voz do exército iraniano, Amir Akraminia, declarou à televisão estatal que os Estados Unidos não demonstraram uma “estratégia clara”, indicando que o país estaria “vivenciando uma fadiga na tomada de decisões estratégicas”. Akraminia ressaltou que os EUA não conseguiram forçar a abertura do Estreito de Ormuz, nem enfraquecer ou destruir as capacidades defensivas do Irã.

“Agora vemos que a geografia da guerra se estendeu até Bab al-Mandeb”, no Mar Vermelho, onde os Houthis, grupo apoiado pelo Irã, declararam um bloqueio ao transporte marítimo. Essa expansão geográfica é vista pelo Irã como uma consequência da “fadiga estratégica” americana, que estaria forçando a busca por novos teatros de operação.

Israel acusado de manipular EUA e fornecer informações falsas

Um porta-voz do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã, brigadeiro-general Hossein Mohebi, acusou Israel de tentar manter os Estados Unidos na região. Segundo Mohebi, Israel estaria “provocando o presidente dos EUA e fornecendo-lhe informações falsas” com o objetivo de prolongar o envolvimento americano.

Mohebi alegou que, nas últimas duas semanas, o Irã teria destruído uma “grande variedade de instalações militares dos EUA em toda a região”. Os EUA, por sua vez, reconheceram danos em algumas instalações, como na Jordânia, onde três soldados americanos foram mortos em um ataque, um incidente que gerou grande repercussão.

Pausa nos ataques e incertezas estratégicas

A aparente pausa nos ataques americanos, que não foram confirmados oficialmente nem negados, alimenta a narrativa iraniana de “vitória” e “fadiga estratégica”. Uma fonte do Departamento de Defesa dos EUA, que pediu anonimato, disse à CNN no sábado que as operações estavam “em pausa”, sem detalhar os motivos ou a duração.

Essa situação levanta dúvidas sobre a coerência da política de defesa dos EUA na região e as pressões internas que podem estar influenciando as decisões. A “fadiga estratégica” mencionada pelas autoridades iranianas pode refletir um debate interno nos EUA sobre os custos e benefícios de uma escalada militar mais ampla.

Contexto de tensões e inteligência

A acusação de que Israel estaria fornecendo informações falsas aos EUA surge em um contexto de alta tensão e desconfiança mútua. No início do mês, foi noticiado que Israel teria fornecido aos EUA informações de inteligência sobre um plano de assassinato contra Donald Trump, o que pode ter contribuído para a percepção iraniana de manipulação.

A complexidade das relações na região e a constante troca de acusações entre os atores envolvidos tornam o cenário ainda mais volátil. A “fadiga estratégica” dos EUA, se confirmada, pode ter implicações significativas para a segurança e a estabilidade no Oriente Médio, abrindo espaço para novas interpretações sobre o equilíbrio de poder.

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