A partir de hoje, a Itaipu Binacional e a CCEE passam a receber propostas para o primeiro leilão eletrônico de I-RECs da usina, com prazo de envio até as 18h de quarta-feira (25). O leilão será realizado pela Plataforma Brasileira para a Certificação de Energia Renovável da CCEE, em oferta fechada por lote.
O edital estabelece preço mínimo de R$ 0,78 por I-REC, que equivale a um megawatt-hora de energia, e cada lote terá no mínimo 40 mil unidades. A classificação das propostas seguirá pelo maior preço unitário e pela ordem cronológica de oferta.
Os certificados leiloados terão como base a energia produzida por Itaipu em 2025, e a entrada da usina deve impulsionar o mercado, que passou de 73 milhões no ano passado para a expectativa de 90 milhões em 2026, conforme informação divulgada pela Itaipu Binacional e pela CCEE.
Como funciona a venda e o registro dos I-RECs
A modalidade é de oferta fechada por lote, com cada lote contendo pelo menos 40 mil unidades. O preço mínimo já inclui os custos de emissão, registro e aposentadoria dos certificados, que pode ser imediata ou diferida, o que permite a comercialização posterior.
Prazos, classificação e plataforma
As propostas devem ser entregues na Plataforma Brasileira para a Certificação de Energia Renovável da CCEE até as 18h de quarta-feira (25). A ordenação das vendas ocorrerá pelo maior preço por I-REC, e, em caso de empate, pela ordem cronológica de recebimento.
Relevância para sustentabilidade e mercado
O I-REC comprova que determinada quantidade de eletricidade consumida foi gerada a partir de fontes renováveis, permitindo que empresas incluam esse consumo em relatórios e inventários de emissões, demonstrando redução da pegada de carbono e adequação às regras de ESG.
Posicionamentos oficiais
Sobre a iniciativa, André Pepitone, diretor financeiro executivo da Itaipu Binacional, afirmou, “A iniciativa de emissão dos I-RECs pela Itaipu, em parceria com a CCEE, reafirma nosso compromisso permanente com a sustentabilidade, a transparência e a modernização do setor elétrico brasileiro. Trata-se de um passo consistente no reconhecimento internacional da energia limpa produzida por Itaipu, ampliando a confiabilidade e a rastreabilidade para consumidores e investidores”, afirmou à CNN Brasil André Pepitone, diretor financeiro executivo da Itaipu Binacional.
O presidente do conselho da CCEE, Alexandre Ramos, destacou a importância para o mercado, “O ingresso da maior usina geradora de energia renovável da América Latina no segmento de I-RECs é um marco estruturante. Consolida o mercado de ativos ambientais como uma alternativa madura, eficiente, confiável e escalável dentro do setor elétrico. Ao unir a relevância estratégica de Itaipu à governança e à rastreabilidade asseguradas pelo selo CCEE Origem, damos um passo decisivo para fortalecer a credibilidade desse setor nascente no Brasil e no exterior”, explicou Alexandre Ramos, Presidente do Conselho de Administração da CCEE.
Com a participação de Itaipu, é esperado um crescimento nas vendas de certificados, de 73 milhões no ano passado para 90 milhões em 2026, ampliando a oferta de I-RECs e fortalecendo mecanismos de rastreabilidade e crédito de energia renovável no mercado brasileiro e internacional.