Marco Rubio diz que a Guerra na Ucrânia “não tem uma solução militar”, defende negociações como única saída, e aponta os EUA como mediador indispensável enquanto aumenta a pressão sobre Moscou
A Guerra na Ucrânia não pode ser resolvida no campo de batalha, afirmou o Secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, nesta quarta-feira, 25.
Rubio afirmou que a solução passa por acordos e negociações, e destacou ações de Washington como a venda de armamentos para Kiev e sanções contra interesses russos.
As declarações de Rubio ocorreram no mesmo dia em que o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky conversou por telefone com o presidente dos EUA, e Kiev espera que conversas trilaterais em março preparem uma reunião de líderes, conforme informação divulgada pela fonte do conteúdo.
Pressão dos EUA sobre Moscou
Rubio listou medidas adotadas por Washington para pressionar Moscou, e citou medidas econômicas recentes como exemplo. Segundo ele, “O governo continua a aumentar a pressão sobre Moscou”.
Na fala, Rubio detalhou, “Como exemplo, o presidente [Donald Trump] impôs sanções adicionais no final do ano passado à sua companhia petrolífera, a Rosneft”. A declaração foi usada para ilustrar a estratégia de pressão econômica.
Venda de armamentos e posicionamento americano
O Secretário de Estado afirmou que os EUA continuam a transferir armas para a Ucrânia, e ressaltou contrastes: “O governo continua a vender armamentos para a Ucrânia. Nós não vendemos armas para a Rússia e não sancionamos a Ucrânia”.
Com esse posicionamento, Rubio enfatizou o papel ativo de Washington no conflito, ao mesmo tempo em que coloca os EUA como interlocutor e fornecedor de apoio militar a Kiev.
Papel de mediador e caminho para negociações
Rubio afirmou que os Estados Unidos atuaram para aproximar as partes, e destacou o alcance desse esforço: “Somos o único país ou a única entidade no planeta que conseguiu fazer com que negociadores russos e ucranianos se sentassem à mesa e conversassem entre si”.
Essa colocação reforça a ideia de que, na visão do secretário, apenas a via diplomática pode encerrar a Guerra na Ucrânia, e que os EUA seriam fundamentais para viabilizar esse processo.
Expectativa de Kiev
Do lado ucraniano, a Casa Civil informou que, após a ligação telefônica entre Zelensky e o presidente norte-americano, Kiev espera que a próxima rodada de conversas trilaterais, prevista para março, abra caminho para uma reunião entre os líderes.
Enquanto isso, o debate sobre soluções políticas segue em foco, com a posição de que a **Guerra na Ucrânia** exige negociação, e com os Estados Unidos assumindo papel de destaque nas tentativas de mediação.