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Guarda Revolucionária Islâmica assumiria liderança imediata se Khamenei fosse deposto, avalia inteligência dos EUA em cenário de mudança de regime no Irã

Inteligência dos EUA avalia que a Guarda Revolucionária Islâmica, proeminente e acima da burocracia militar, tenderia a preencher o vácuo de poder imediato se Khamenei fosse deposto

Relatórios da comunidade de inteligência norte-americana apontam que, em caso de uma operação bem-sucedida para depor o Líder Supremo do Irã, a Guarda Revolucionária Islâmica provavelmente ocuparia a liderança no curto prazo.

Apesar dessa avaliação, os serviços de inteligência não chegaram a uma conclusão definitiva, e especialistas lembram que cenários de colapso de regimes são difíceis de prever.

As informações citadas a seguir foram reunidas e divulgadas à imprensa, conforme informação divulgada pela CNN.

O que a inteligência americana avaliou

A comunidade de inteligência dos EUA avaliou que, no caso de uma operação bem-sucedida de mudança de regime no Irã que depusesse o Líder Supremo do país, o Aiatolá Ali Khamenei, a Guarda Revolucionária Islâmica provavelmente preencheria qualquer vácuo de liderança no curto prazo, informou a CNN.

Ao mesmo tempo, o relatório destaca dúvidas sobre um desfecho claro, e, segundo o texto da fonte, o secretário de Estado Marco Rubio disse aos parlamentares em janeiro que “ninguém sabe” quem assumiria o poder se o regime caísse, frase usada na avaliação para ilustrar a incerteza entre legisladores.

Incertezas e hierarquia após Soleimani

Os EUA também não têm uma visão clara da hierarquia da Guarda Revolucionária Islâmica após o assassinato, pelos EUA, do comandante militar mais poderoso do Irã, o major-general Qasem Soleimani, durante o primeiro mandato de Trump, segundo os relatórios citados.

Uma fonte familiarizada com os recentes relatórios de inteligência afirmou que “é definitivamente proeminente e funciona acima da burocracia militar padrão, mas é difícil prever exatamente o que aconteceria em um cenário de colapso do regime“, comentário que resume a avaliação sobre a força institucional da Guarda e as limitações das previsões.

Alvos recentes e riscos regionais

Relatórios também indicam que ataques israelenses recentes tiveram como alvo figuras importantes iranianas, incluindo Khamenei, o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, Sayyid Abdolrahim Mousavi, e o presidente Masoud Pezeshkian, segundo duas fontes israelenses familiarizadas com a operação, em declarações à CNN.

No entanto, não está claro se alguma figura importante iraniana foi atingida no ataque, e analistas alertam que escaladas podem acelerar disputas internas pela sucessão, reforçando o papel central da Guarda Revolucionária Islâmica em cenários de crise.