Abrindo conteúdo
Pular para o conteúdo
Início » Gravidez após os 35 anos: Dr. Kalil e especialistas detalham riscos e adaptações necessárias para a saúde materna e fetal

Gravidez após os 35 anos: Dr. Kalil e especialistas detalham riscos e adaptações necessárias para a saúde materna e fetal

Gravidez após os 35 anos: especialistas explicam riscos e adaptações do organismo

A gravidez em idade mais avançada, após os 35 anos, tem se tornado cada vez mais comum, mas traz consigo desafios específicos para a saúde da mãe e do bebê. O programa CNN Sinais Vitais, com a participação do Dr. Roberto Kalil, e as especialistas Rosiane Mattar e Karina Belickas, abordou as principais complicações que podem surgir durante a gestação tardia e a importância crucial de um acompanhamento médico rigoroso e contínuo.

Durante a gestação, o corpo feminino passa por intensas adaptações para sustentar o desenvolvimento fetal. O aumento do volume sanguíneo exige que órgãos como o coração e os rins trabalhem em maior capacidade. Conforme explicado por Karina Belickas, essa sobrecarga pode levar a um aumento da pressão arterial, elevando o risco de desenvolvimento de condições como a pré-eclâmpsia.

A resistência à insulina, que pode levar ao diabetes gestacional, também é uma preocupação. A placenta produz hormônios que interferem na ação da insulina, um processo que se intensifica a partir da 24ª semana de gestação, segundo Belickas. O controle adequado dessa condição é fundamental para evitar complicações, como o crescimento excessivo do feto e o aumento do líquido amniótico, que podem antecipar o parto e causar desconforto materno.

O corpo feminino e as transformações da gravidez tardia

Rosiane Mattar ressalta que o perfil das gestantes mudou drasticamente nas últimas décadas. Se antes era raro ver mulheres engravidando após os 40 anos, hoje essa realidade se estende a diversos grupos socioeconômicos. Fatores como a priorização de carreiras e metas pessoais, além da necessidade de ambos os parceiros trabalharem, contribuem para o adiamento da maternidade.

Apesar de as mulheres chegarem à gravidez tardia com uma saúde geral melhor e serem mais ativas, é inegável que o corpo reflete a idade. A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera o período entre 18 e 24 anos como o mais favorável biologicamente para a concepção. A partir dos 35 anos, a gestante é classificada como primigesta de idade avançada, o que exige atenção redobrada.

Riscos de complicações na gestação após os 35 anos

Um dos riscos destacados é a **pré-eclâmpsia**, uma condição caracterizada pelo aumento súbito da pressão arterial após a 20ª semana de gestação. Karina Belickas explica que a dificuldade do organismo em lidar com o aumento do volume de líquidos pode levar à elevação da pressão, pois os vasos sanguíneos nem sempre conseguem se dilatar o suficiente para acomodar esse volume adicional.

O **diabetes gestacional** é outra complicação comum. A placenta produz o lactogênio placentário, um hormônio que causa resistência à insulina. Se não for adequadamente controlado, o diabetes gestacional pode resultar em bebês maiores do que o esperado, com excesso de líquido amniótico, o que pode agravar o desconforto da mãe, prejudicar o retorno venoso e, consequentemente, antecipar o parto, levando à **prematuridade**.

Acompanhamento médico: um pilar essencial para a saúde

O acompanhamento médico contínuo é a chave para mitigar os riscos associados à gravidez após os 35 anos. As especialistas enfatizam que, embora as mulheres estejam mais saudáveis hoje, **“cada célula do corpo sabe a idade que tem, não tem jeito”**, como aponta Rosiane Mattar. Isso reforça a necessidade de monitoramento constante e intervenções personalizadas, como mudanças de hábitos e, quando necessário, medicação, visando sempre garantir o desenvolvimento saudável do bebê e a segurança da mãe.

A adaptação do organismo materno é intensa, e a orientação médica se torna fundamental para navegar por essas mudanças. O objetivo principal é assegurar que a gestação transcorra da melhor forma possível, minimizando os riscos e promovendo um desfecho positivo para mãe e filho.