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Freira morta em convento no Paraná, Nadia Gavanski, foi vítima de estupro e homicídio qualificado, indiciado homem preso com provas periciais

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A Polícia Civil do Paraná concluiu o inquérito que apurou a morte da freira Nadia Gavanski, de 82 anos, ocorrida no sábado, em Ivaí, na região central do estado.

O suspeito, de 33 anos, foi indiciado por diversos crimes, entre eles homicídio qualificado e estupro qualificado, segundo o relatório final da investigação.

As conclusões da apuração apontam imagens, vestígios de sangue nas roupas do investigado e laudos que indicam violência física e sexual, conforme informação divulgada pelo g1

Indiciamento e provas reunidas

O inquérito indicou o homem por homicídio qualificado, estupro qualificado, resistência e violação de domicílio qualificada. A tipificação por homicídio qualificado levou em conta que o crime foi cometido de forma a dificultar a defesa da vítima, além da idade dela ser superior a 60 anos e da existência de deficiência em razão de um AVC.

Entre as provas citadas pela polícia estão imagens de câmeras de segurança, vestígios de sangue nas roupas do suspeito e os laudos periciais que apontaram ocorrência de violência física e sexual. Os peritos registraram lesões compatíveis com abuso, o que sustentou o indiciamento por estupro qualificado.

Relato do suspeito e contexto do crime

Em depoimento, o homem relatou ter consumido crack e bebidas alcoólicas durante a madrugada e disse que começou a ouvir vozes que ordenavam que matasse alguém. Segundo o relato, ele teria escalado o muro do convento e, ao ser questionado por irmã Nadia sobre sua presença, afirmou que trabalhava em um evento.

Ainda conforme o depoimento, a freira não acreditou na versão apresentada, houve um empurrão, a vítima caiu e passou a gritar por socorro, momento em que teria sido atacada e asfixiada. O suspeito negou ter golpeado diretamente a cabeça da vítima, admitindo, no entanto, que lesões podem ter ocorrido pela queda.

Identificação, prisão e antecedentes

Uma testemunha que registrava um evento no mosteiro contou ter sido abordada pelo suspeito logo após o crime, e que ele estava nervoso, com roupas sujas de sangue e arranhões no pescoço. Ela filmou parte da interação de forma discreta e, com essas imagens, o homem foi identificado pelas equipes policiais.

A Polícia Militar localizou o investigado na sua residência. Ao perceber a presença dos agentes, ele tentou fugir e agrediu os policiais com socos e chutes. Em seguida, confessou a autoria do crime. A apuração também registrou que o homem já tinha antecedentes por roubo e furto.

Reação da congregação e funeral

A Congregação das Irmãs Servas de Maria Imaculada lamentou a morte de irmã Nadia e classificou o crime como “um ato de violência injustificável”, em nota de pesar, e manifestou solidariedade aos familiares e amigos da vítima.

Irmã Nadia, que tinha 82 anos e sequelas de um AVC, era conhecida por ir ao local do crime sempre após o almoço para alimentar as galinhas do convento. Ela foi velada no domingo em Prudentópolis, no Paraná.

Próximos passos do processo

Com o inquérito concluído, a Polícia Civil encaminhou o material ao Ministério Público, que fará a análise e adotará as medidas cabíveis para eventual oferecimento de denúncia e prosseguimento da ação penal.

Ao longo do texto, a expressão freira morta em convento no Paraná remete ao caso investigado, que soma provas documentais, periciais e testemunhais que embasam as imputações contra o suspeito.