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Flávio Bolsonaro em Mar-a-Lago: “Ainda não chegou o fim”, diz e aposta em reviravoltas políticas após derrotas eleitorais

Flávio Bolsonaro em Mar-a-Lago: “Ainda não chegou o fim”, diz e aposta em reviravoltas políticas após derrotas eleitorais

O senador Flávio Bolsonaro (PL) marcou presença na CPAC (Conferência de Ação Política Conservadora), realizada em Mar-a-Lago, na Flórida, propriedade do ex-presidente americano Donald Trump. Em seu discurso, o senador declarou que “a inda não chegou o fim, muita coisa pode acontecer“, fazendo referência aos resultados eleitorais recentes no Brasil e nos Estados Unidos.

A declaração surge em um contexto de derrotas eleitorais para o grupo político ao qual Flávio Bolsonaro pertence. No Brasil, a eleição presidencial resultou na vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), enquanto nos EUA, Donald Trump perdeu a maioria em ambas as Casas do Congresso.

A participação de Flávio Bolsonaro no evento conservador ocorre logo após sua saída do Brasil, que aconteceu em 27 de outubro, após a confirmação da vitória de Lula. Conforme informação divulgada na fonte original, Flávio afirmou: “Grandes coisas estão por vir e eu sei que não foi o fim para o Brasil e eu sei que não foi o fim para a América. Do que eu tenho a falar para os meus irmãos brasileiros é que ainda não chegou o fim, muita coisa pode acontecer“, disse ele ao lado do organizador do evento, Matt Schlapp.

Eduardo Bolsonaro e o “exílio” nos EUA

Flávio Bolsonaro não esteve sozinho no evento. Seu irmão, Eduardo Bolsonaro, também marcou presença e foi apresentado como “membro da Câmara de Deputados em exílio”. Eduardo é o responsável por trazer as edições brasileiras da CPAC ao país desde 2019 e atualmente reside no Texas, nos Estados Unidos, desde 2025.

A presença dos irmãos Bolsonaro nos Estados Unidos, especialmente em um evento ligado a Donald Trump, reforça a conexão internacional do grupo político. A participação de Eduardo como um “deputado em exílio” levanta discussões sobre sua situação e os motivos de sua permanência fora do Brasil.

Encontro com Jim Caviezel e polêmica do filme “Dark Horse”

Durante o jantar da CPAC, Flávio e Eduardo Bolsonaro encontraram o ator americano Jim Caviezel, conhecido por interpretar o ex-presidente Jair Bolsonaro na cinebiografia “Dark Horse”. Este filme se tornou um ponto de desgaste na campanha de Flávio Bolsonaro.

A polêmica se intensificou com a divulgação de áudios em que Flávio Bolsonaro pedia dinheiro ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, para financiar a produção do longa-metragem. O caso gerou questionamentos sobre a origem e o uso dos recursos destinados à produção do filme.

CPAC: Evento com ingressos de alto valor

Os organizadores da CPAC oferecem diferentes níveis de acesso ao evento, com ingressos que garantem acesso aos bastidores e proximidade com os palestrantes. Um dos pacotes mais exclusivos custa cerca de R$ 520 mil, demonstrando o alto valor e o público seleto que a conferência atrai.

A conferência, que reúne figuras conservadoras de diversos países, serve como plataforma para discussões políticas e ideológicas. A presença de Flávio Bolsonaro em um evento de tamanha visibilidade, após os resultados eleitorais, sinaliza uma estratégia de manter a relevância e o discurso político ativo.

A declaração de Flávio Bolsonaro sobre o futuro político, “ainda não chegou o fim, muita coisa pode acontecer“, ecoa um sentimento de resistência e esperança por reviravoltas, especialmente entre seus apoiadores. A CPAC, com seu caráter internacional, oferece um palco para essa mensagem ser disseminada.