Senado aprova fim da escala 6×1 e reduz jornada de trabalho, uma vitória para os trabalhadores.
O Senado Federal deu um passo decisivo nesta quarta-feira (15) ao aprovar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa extinguir a jornada de trabalho conhecida como 6×1. Esta decisão representa uma **vitória importante para o governo Lula**, atendendo a um tema que ganhou força durante a campanha eleitoral e conta com **ampla aprovação popular**, apesar da resistência de alguns setores empresariais.
A proposta foi aprovada por uma margem expressiva, com 75 votos a favor em dois turnos de votação. Agora, a PEC segue para promulgação pelo Congresso Nacional, o que a tornará efetivamente parte da Constituição. A mobilização em torno do fim da escala 6×1 foi intensa, com pesquisas indicando que cerca de **70% da população apoia a mudança**.
A medida, que foi defendida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seus aliados como plataforma de campanha, enfrentou oposição inicial de setores que propunham modelos de jornada mais flexíveis. No entanto, a pressão popular e a força política em torno da PEC acabaram por reverter a resistência.
Com a aprovação, a PEC não apenas põe fim à escala 6×1, mas também estabelece uma **redução gradual da jornada de trabalho semanal**. Inicialmente, haverá uma diminuição de 2 horas, passando das atuais 44 para 42 horas, em até 60 dias após a promulgação. Posteriormente, mais 2 horas serão subtraídas da carga horária um ano após essa primeira redução.
Outro ponto crucial da nova legislação é a garantia de, no mínimo, **duas folgas semanais**, com uma delas preferencialmente aos domingos. Além disso, a proposta assegura que não haverá **redução salarial** para os trabalhadores em decorrência dessas mudanças, consolidando um avanço significativo nos direitos trabalhistas e na qualidade de vida dos profissionais.
A jornada 6×1 em debate e a pressão popular
O debate sobre o fim da escala 6×1 ganhou destaque durante o período eleitoral, com o deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) sendo um dos principais articuladores da proposta. A iniciativa, apoiada pelo presidente Lula, foi vista por seus opositores como oportunismo político. No entanto, a forte aprovação popular, evidenciada por pesquisas, foi um fator determinante para o avanço da PEC.
Senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que inicialmente apresentou propostas alternativas focadas em flexibilidade e remuneração proporcional à hora trabalhada, acabou anunciando seu voto favorável à PEC. Ele ressaltou, porém, a necessidade de o governo federal oferecer **compensações aos empresários** pelo fim do modelo, sugerindo, por exemplo, a desoneração da folha de pagamento.
Impacto da aprovação e comemoração dos trabalhadores
Após a votação, o presidente Lula celebrou a aprovação da PEC em suas redes sociais, classificando-a como uma **“vitória dos trabalhadores e trabalhadoras”**. Ele destacou a conquista como histórica para milhões de brasileiros, reforçando o compromisso do governo com a melhoria das condições de trabalho e a valorização do profissional.
A expectativa agora se volta para a promulgação da emenda, que trará mudanças concretas e positivas para a rotina de muitos trabalhadores. O fim da escala 6×1 e a redução da jornada representam um alívio e um reconhecimento da importância do descanso e do bem-estar para a produtividade e a saúde dos profissionais em todo o país.
