Volume exportado de carne bovina brasileira avança 5,3% em abril, consolidando crescimento do setor. China e EUA lideram as importações, impulsionando receita bilionária.
As exportações brasileiras de carne bovina mantiveram um ritmo robusto de crescimento em abril de 2026. O volume embarcado atingiu 288,7 mil toneladas, representando um aumento expressivo de 5,3% em comparação com o mesmo mês do ano anterior e uma alta de 6,6% em relação a março. Este desempenho positivo consolida um período de forte expansão para o setor pecuário nacional.
No acumulado do primeiro quadrimestre de 2026, o Brasil exportou impressionantes 1,091 milhão de toneladas de carne bovina. Este volume representa um crescimento de 14,6% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram embarcadas 951,5 mil toneladas. A receita com essas exportações também apresentou um avanço significativo.
Conforme dados compilados pela ABIEC e divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), a receita total com as exportações de carne bovina no primeiro quadrimestre somou US$ 6,047 bilhões, um aumento de 32,8% na comparação anual. Em abril especificamente, o faturamento alcançou US$ 1,719 bilhão, com crescimento de 29,1% em relação a abril de 2025 e de 15,9% frente a março.
China se consolida como principal destino da carne bovina brasileira
A China reafirmou sua posição como o principal mercado para a carne bovina brasileira em abril de 2026. O país asiático importou 138,9 mil toneladas, o que corresponde a significativos 48,1% do total exportado no mês. A receita gerada com o mercado chinês foi de US$ 886,5 milhões, apresentando um crescimento notável de 28,8% em comparação anual.
No acumulado de janeiro a abril, a China também lidera as importações, com a aquisição de 474,2 mil toneladas e uma receita de US$ 2,724 bilhões. Este volume demonstra a força da demanda chinesa e a importância estratégica deste mercado para o agronegócio brasileiro.
Estados Unidos e Chile seguem como importantes compradores
Os Estados Unidos ocupam a segunda posição entre os maiores importadores de carne bovina brasileira em abril, com 42,4 mil toneladas adquiridas, totalizando US$ 279,9 milhões. O Chile aparece em seguida, com 10,5 mil toneladas e um faturamento de US$ 62,1 milhões.
No acumulado do primeiro quadrimestre, os Estados Unidos registraram a compra de 149,8 mil toneladas, enquanto o Chile adquiriu 49,5 mil toneladas. A União Europeia também se mantém como um mercado relevante, com 34,7 mil toneladas exportadas no período, apresentando um avanço de 17,7% em volume em relação ao ano anterior.
Retração em mercados do Oriente Médio contrasta com desempenho geral
Apesar do cenário geral positivo, alguns mercados no Oriente Médio apresentaram uma retração nas compras de carne bovina brasileira em abril. Os Emirados Árabes Unidos, por exemplo, reduziram suas importações em 80,7% em comparação com março. Outros mercados como Turquia, Israel e Líbia também registraram quedas expressivas.
Em contrapartida, o Egito demonstrou resiliência, mantendo um volume de importações superior ao registrado no mesmo período de 2025, mesmo diante de uma redução mensal. Este cenário diversificado reflete as dinâmicas complexas do comércio internacional de alimentos.