A ação militar dos Estados Unidos contra o Irã contou com ataques diurnos e uma combinação de armas lançadas de navios, aviões e forças terrestres.
O Comando Central dos EUA, CENTCOM, informou que a operação também marcou o uso em combate de drones de ataque unidirecionais pela primeira vez, segundo comunicado oficial.
As informações iniciais apontam para uma ofensiva prevista para durar vários dias, com alvos militares e instalações nucleares entre os objetivos, conforme informação divulgada pelo Comando Central dos EUA e pela CNN.
O que disse o CENTCOM
Em comunicado, o CENTCOM afirmou, “As primeiras horas da operação incluíram munições de precisão lançadas do ar, terra e mar”, e acrescentou, “Além disso, a Força-Tarefa Scorpion Strike do CENTCOM empregou drones de ataque unidirecionais de baixo custo pela primeira vez em combate.”
O uso desses drones faz parte de uma estratégia para ampliar capacidades de ataque com sistemas mais econômicos e potencialmente descartáveis, segundo os trechos divulgados pelo comando.
Força-Tarefa Scorpion Strike e os drones
A Força-Tarefa Scorpion Strike foi criada pelo CENTCOM no ano passado para operar uma frota baseada em engenharia reversa de um drone iraniano Shahed capturado pelos EUA anos atrás.
Fontes informaram que a unidade passou a produzir variantes de baixo custo, destinadas a ataques unidirecionais, e que, nesta operação, esses drones de ataque unidirecionais foram empregados para atingir alvos selecionados dentro da campanha.
Escalada e reação regional
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou o início de “grandes operações de combate” no Irã, prometendo aniquilar as forças armadas do país e destruir seu programa nuclear, segundo declaração divulgada por ele em vídeo.
Em respostas imediatas, o regime iraniano lançou uma série de ataques por toda a região, com explosões ouvidas em países que abrigam bases americanas, incluindo Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.
Autoridades iranianas dizem que o líder supremo, Ali Khamenei, está vivo, enquanto fontes israelenses sugeriram que ele estaria morto, gerando afirmações conflitantes no primeiro momento após os ataques.
Contexto e próximos passos
Diferente de uma ação anterior em junho de 2025, estes ataques começaram à luz do dia, no primeiro dia útil do Irã, quando milhões saem para trabalhar e estudar, aumentando o impacto público.
Fontes ouvidas pela imprensa internacional indicam que, ao contrário da operação de poucas horas em junho, os Estados Unidos planejam uma campanha estendida por vários dias, com foco em desarmamento nuclear e em líderes militares, de acordo com relatos divulgados na cobertura.
O uso dos drones de ataque unidirecionais pela Scorpion Strike pode sinalizar uma nova fase da guerra tecnológica, com maior uso de veículos aéreos de baixo custo em ataques de curto alcance, e com implicações estratégicas e humanitárias que serão acompanhadas nas próximas horas e dias.