EUA e Israel avançam para controle aéreo sobre o Irã, segundo análise de especialista.
Estados Unidos e Israel estariam se aproximando de uma posição de supremacia aérea sobre o Irã, de acordo com Vitélio Brusolin, professor da UFF e pesquisador associado de Harvard. A análise sugere que o regime iraniano tem contido seu arsenal diante da intensidade dos ataques aéreos conduzidos pelas forças americanas e israelenses.
Relatórios militares indicam uma queda drástica nas ofensivas iranianas desde o início dos confrontos. O número de ataques com drones teria diminuído em 83%, enquanto o uso de mísseis balísticos sofreu uma redução de aproximadamente 90%.
Essa avaliação, baseada em dados militares, sugere que as forças ocidentais já consideram o uso de bombas de gravidade, que são armamentos de precisão lançados por bombardeiros, indicando um controle cada vez maior sobre o espaço aéreo. As informações foram divulgadas em entrevista ao CNN Prime Time. Conforme análise divulgada pelo CNN Prime Time.
Capacidade Terrestre Iraniana e Objetivos Estratégicos
Apesar dos danos às forças aéreas e navais, o Irã ainda mantém uma significativa capacidade de mobilização terrestre. A infantaria iraniana permanece praticamente intacta, com um contingente estimado em cerca de 610 mil soldados irregulares e 350 mil reservistas. Essa força terrestre representa um fator a ser considerado no complexo cenário geopolítico da região.
A estratégia dos Estados Unidos na região, segundo Brusolin, pode não visar a derrubada do regime iraniano, mas sim a influência para um alinhamento com Washington. Um dos objetivos estratégicos seria pressionar o Irã a cortar o fornecimento de petróleo para a China, que atualmente absorve cerca de 90% das exportações iranianas. Essa manobra teria fortes implicações econômicas e políticas globais.
Impactos Regionais e Crise Energética
O especialista alerta para os efeitos regionais da escalada militar, especialmente o risco de um fechamento do Estreito de Ormuz. Essa rota é vital para o comércio global de petróleo, e sua interrupção afetaria diretamente países como Arábia Saudita, Kuwait, Iraque, Emirados Árabes Unidos e Bahrein, além de pressionar os preços globais da energia.
Uma paralisação no tráfego marítimo poderia desencadear uma nova crise internacional do petróleo, comparável a eventos históricos como o embargo árabe de 1973, a crise da Revolução Iraniana e as guerras do Golfo. A instabilidade na região tem potencial para gerar turbulências econômicas em escala mundial.
Situação no Líbano e Ameaça de Incursão Israelense
No Líbano, a situação é descrita como crítica, com mais de 500 mil pessoas deslocadas no sul do país. Israel ameaça realizar uma incursão terrestre de até 24 quilômetros ao norte da fronteira, alcançando a região do rio Litani. Essa área é estratégica, pois abriga forças do Hezbollah, que deveriam se manter afastadas da fronteira para evitar novos confrontos.
A tensão na fronteira israelense-libanesa é um dos focos de preocupação, com potencial para agravar ainda mais o conflito regional. A possibilidade de uma operação terrestre israelense em larga escala na região do rio Litani adiciona uma camada de complexidade à já delicada situação militar e humanitária.