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Estreito de Ormuz fechado: por que Irã e EUA são prejudicados, impacto sobre 20% a 30% do petróleo mundial, seguros, frete e preços, alerta especialista

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Fechamento do Estreito de Ormuz pode elevar volatilidade nos preços do petróleo, aumentar prêmios de seguro e frete, e afetar a cadeia logística global se o conflito no Oriente Médio se estender

Grandes petrolíferas e empresas comerciais suspenderam o transporte de petróleo bruto e combustíveis pelo Estreito de Ormuz após os ataques recentes no Oriente Médio, uma medida com potencial para impactos significativos no mercado global.

O corte no tráfego atinge uma das principais rotas de escoamento da região, e especialistas alertam para efeitos que vão além do setor petrolífero, alcançando seguros, fretes e, eventualmente, o bolso do consumidor.

As estimativas e alertas sobre a importância estratégica do estreito foram levantados por analistas financeiros e citados em reportagens recentes, conforme informação divulgada pela CNN Brasil.

Por que o Estreito de Ormuz é estratégico

De acordo com João Ascoli, sócio da Amplus Capital, “o Estreito de Ormuz é responsável por mais de 20% a 30% do fluxo mundial de petróleo”, sendo o principal ponto de escoamento do produto do Oriente Médio. Essa concentração explica por que qualquer risco na região provoca movimentos rápidos nos mercados.

Segundo Ascoli, “Qualquer volatilidade próxima ao canal de Hormuz ou que enseja algum risco de interrupção desse fornecimento é extremamente volátil para os mercados”, uma afirmação que resume a sensibilidade dos preços a eventos no estreito.

Quem perde com o fechamento

O especialista destacou que o fechamento do canal afeta negativamente tanto o Irã quanto os Estados Unidos, já que ambos dependem do fluxo comercial na região. “O fechamento de Hormuz é péssimo para todo mundo, inclusive para os Estados Unidos e para o Irã, que também é um exportador de petróleo”, afirmou João Ascoli, reforçando que não há vencedores claros em um bloqueio prolongado.

O estreito nunca foi completamente fechado antes, o que torna difícil projetar com precisão as consequências de um bloqueio duradouro, e aumenta a incerteza sobre prazos e magnitudes dos efeitos econômicos.

Impactos econômicos além do petróleo

Com o prolongamento do conflito, os efeitos podem se estender para além do petróleo, alcançando prêmios de seguro e valores de frete, por conta do maior risco embutido nesses contratos, o que tende a elevar preços ao consumidor final.

No curto prazo, os setores mais afetados são petróleo e gás natural, além de algumas commodities, mas um cenário sem resolução pode contagiar toda a cadeia logística global, elevando custos e apertando margens em diversos setores.

O que observar nos próximos dias

Mercados devem seguir atentos à volatilidade nos preços do petróleo na abertura das bolsas, e papéis ligados ao setor tendem a apresentar desempenho relativo melhor no curto prazo, embora outros riscos também influenciem o comportamento das ações.

Investidores e governos monitoram os desdobramentos, porque a extensão e a duração das hostilidades são fatores determinantes para avaliar o impacto econômico da situação no Estreito de Ormuz e no abastecimento global.