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Epstein e abuso sexual de Trump: deputado acusa Departamento de Justiça de ocultar entrevistas do FBI com suposta vítima nos arquivos públicos

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Deputado Robert Garcia diz que arquivos de Jeffrey Epstein parecem não incluir entrevistas do FBI com uma mulher que alega abuso sexual por Donald Trump, levantando suspeitas de omissão

O líder democrata no Comitê de Supervisão da Câmara, deputado Robert Garcia, afirmou que há lacunas nos documentos relacionados ao caso do criminoso sexual condenado Jeffrey Epstein.

Segundo Garcia, um “manifesto” aponta para entrevistas e registros que deveriam estar no acervo, e embora parte do material esteja disponível, outros documentos e entrevistas estariam faltando.

As declarações foram feitas em entrevistas e publicações, e a questão já motivou questionamentos sobre transparência e cumprimento da lei recentemente aprovada, conforme informação divulgada pela CNN e pela NPR.

O que disse Robert Garcia

Garcia declarou à âncora Pamela Brown, da CNN, que analisou um “manifesto” que indicava documentos e entrevistas com a vítima, e que “há uma série de documentos, e parece haver possíveis entrevistas que o FBI conduziu com a sobrevivente, que estão faltando, às quais não temos acesso”.

O deputado também publicou no X que “encobrir evidências diretas de um possível abuso do presidente dos Estados Unidos é o crime mais grave possível neste acobertamento da Casa Branca”, reforçando as críticas ao tratamento dos arquivos.

Posição do Departamento de Justiça

Em resposta, o Departamento de Justiça afirmou que, “O arquivo que listava todas as entrevistas foi temporariamente tirado do ar para omissão de vítimas e voltou a estar disponível na quinta-feira”.

O comunicado acrescentou, “Não excluímos nada e, como sempre dissemos, todos os documentos pertinentes foram produzidos; os que não foram se enquadram em uma das seguintes categorias: cópias, confidenciais ou parte de uma investigação federal em andamento”.

Resposta da Casa Branca

A porta-voz da Casa Branca citou declarações sobre a inocência de Trump e, traduzindo o posicionamento oficial, afirmou, “Como o presidente Trump já disse, ele foi totalmente isento de qualquer coisa relacionada a Epstein”.

Ainda segundo a porta-voz Abigail Jackson, “E ao divulgar milhares de páginas de documentos, cooperar com a intimação solicitada pelo Comitê de Supervisão da Câmara, assinar a Lei de Transparência dos Arquivos Epstein e pedir mais investigações sobre os amigos democratas de Epstein, o presidente Trump fez mais pelas vítimas de Epstein do que qualquer pessoa antes dele”.

Implicações e próximos passos

O caso coloca em foco a transparência no acesso aos arquivos de Epstein, a atuação do Departamento de Justiça e a necessidade de clarificar se há, de fato, omissão de evidências relacionadas ao abuso sexual de Trump.

O Comitê de Supervisão da Câmara tem buscado documentos e intimou informações, e a disputa agora pode seguir por vias administrativas e judiciais para determinar se houve violação da lei que exige a divulgação dos arquivos.