O Campeonato Brasileiro de 2026 se consolida como palco de uma intensa rotatividade de técnicos. A recente demissão de Dorival Júnior do comando do Corinthians, após a derrota para o Internacional, marca o décimo desligamento em apenas dez rodadas, estabelecendo uma média alarmante de um treinador por rodada.
Dorival Júnior, que ostentava títulos como a Copa do Brasil de 2025 e a Supercopa de 2026, comandava o Corinthians desde abril de 2025. Sua saída, contudo, não surpreende, visto que o time acumulava uma sequência negativa de nove jogos sem vitórias, sendo sete apenas no torneio nacional.
Essa instabilidade no comando técnico reflete um cenário preocupante para a continuidade dos trabalhos e a busca por resultados consistentes. A pressão por resultados imediatos parece ser o fator determinante para as frequentes trocas, impactando o planejamento a longo prazo das equipes.
A escalada de demissões no Brasileirão
A saída de Dorival Júnior do Corinthians se soma a uma lista extensa de profissionais que deixaram seus cargos precocemente. A cada rodada, um novo técnico é dispensado, evidenciando a dificuldade em manter um projeto técnico estável.
A última demissão antes de Dorival foi a de Gilmar Dal Pozzo, que não resistiu à goleada sofrida pela Chapecoense para o Atlético-MG, por 4 a 0, na nona rodada. Este cenário se repete em diversos clubes, gerando um efeito dominó de saídas e contratações.
Um olhar sobre as trocas de comando
Desde o início da competição, a média de um técnico por rodada tem sido a regra, não a exceção. A terceira rodada, por exemplo, foi marcada pelas saídas de Jorge Sampaoli (Atlético-MG) e Fernando Diniz (Vasco).
A quarta rodada viu Juan Carlos Osorio (Remo) e Filipe Luís (Flamengo) deixarem seus postos. Na quinta rodada, Hernán Crespo (São Paulo) foi demitido, seguido por Tite (Cruzeiro) na sexta rodada. Vojvoda (Santos) e Martín Anselmi (Botafogo) completam a lista de treinadores que trocaram de clube ou foram desligados nas rodadas seguintes.
O impacto da instabilidade no futebol brasileiro
A alta rotatividade de treinadores no Campeonato Brasileiro levanta debates sobre a cultura do imediatismo no futebol nacional. A pressão por vitórias e a falta de paciência com os processos táticos podem prejudicar o desenvolvimento das equipes e a formação de jogadores.
A demissão de Dorival Júnior, um técnico com histórico de sucesso, reforça a ideia de que nenhum treinador está imune à pressão. A busca por um novo comandante para o Corinthians, assim como para os outros clubes que já realizaram trocas, adiciona mais um capítulo a essa história de instabilidade no Brasileirão.