Abrindo conteúdo
Pular para o conteúdo
Início » Debate Rio: Paes e Ruas na mira de rivais por corrupção e alianças; segurança em foco

Debate Rio: Paes e Ruas na mira de rivais por corrupção e alianças; segurança em foco

Candidatos ao governo do Rio trocam farpas em debate focado em corrupção e segurança, com Eduardo Paes e Douglas Ruas sob ataque.

A cinco dias do primeiro turno das eleições para o governo do Rio de Janeiro, os candidatos participaram de um acalorado debate promovido pela TV Globo. Eduardo Paes (PSD) e Douglas Ruas (PL) foram os alvos principais das críticas dos demais postulantes, que questionaram suas alianças políticas e legados.

Temas como corrupção, segurança pública, saúde e transporte dominaram as discussões. As trocas de acusações foram intensas, com os candidatos buscando desqualificar os adversários e destacar suas próprias propostas para o estado.

O debate, que contou com a participação de Garotinho (Republicanos), William Siri (PSOL) e André Marinho (Novo), evidenciou as profundas divergências e as estratégias eleitorais de cada campanha, conforme informação divulgada pela emissora.

Alianças e Legados em Xeque

Douglas Ruas foi frequentemente associado ao ex-governador Cláudio Castro e a Rodrigo Bacelar, ex-presidente da Alerj. As críticas vieram principalmente de Eduardo Paes e Garotinho, que questionaram a relação de trabalho de Ruas com ambos. Ruas, por sua vez, admitiu a relação profissional e acusou Paes de encontros fora do âmbito profissional, além de questionar seu envolvimento com Bacelar após a saída da prisão.

Eduardo Paes também não escapou das críticas. Douglas Ruas o acusou de estar “muito preocupado” com o embate entre Lula e Flávio Bolsonaro, sugerindo que Paes estaria “escondendo” sua relação com o petista. André Marinho, por sua vez, rotulou Paes como “candidato do PT” e o acusou de “não cumprir nenhuma das promessas” feitas em gestões anteriores.

Garotinho adicionou lenha na fogueira ao associar o nome de Paes a Daniel Soranz, ex-secretário de Saúde de sua gestão, e cobrar explicações sobre supostas ligações com o bicheiro Adilson Coutinho Filho. A discussão sobre corrupção e dívidas do estado também marcou o debate, com Garotinho lendo supostas dívidas envolvendo pessoas ligadas ao governo Cláudio Castro.

Segurança Pública e Propostas Diversas

No quesito segurança, André Marinho questionou Garotinho sobre a recuperação de territórios dominados pelo crime organizado. Garotinho prometeu a criação do “Bope 2.0”, um batalhão de ocupação, e questionou Ruas sobre quais bandidos ele teria prendido em sua atuação como policial. Marinho defendeu a unificação das polícias.

William Siri apresentou propostas de reestatização dos trens e reindustrialização da região, caso eleito. Garotinho, por sua vez, rebateu Siri sobre o combate ao crime organizado, afirmando que “o gabinete do crime organizado no Rio é o gabinete do Palácio Guanabara e a subsecretaria na Alerj”.

Transporte e Saneamento em Debate

O transporte público foi um dos temas sorteados, com Douglas Ruas questionando Eduardo Paes sobre o estado do VLT e as promessas da Linha-3 do metrô. Paes defendeu seus investimentos na “zona norte, favelas e zona oeste” da cidade e a recuperação do BRT, enquanto Ruas o acusou de “prometer e depois trocar a prioridade”.

Saneamento também foi discutido, com Siri defendendo a reestatização da Cedae, proposta apoiada por Garotinho. Este último aproveitou para reafirmar sua candidatura ao governo do Rio, apesar do indeferimento inicial pelo TRE-RJ, afirmando que recorrerá da decisão.

Últimos Confrontos e Temas Adicionais

O debate abordou ainda o fim da escala 6×1, violência contra a mulher, e educação. Siri criticou Flávio Bolsonaro, enquanto Ruas defendeu o senador das acusações de “miliciano”. Paes foi questionado sobre propostas para mulheres e voltou a mencionar a ligação de Ruas com Castro.

A região serrana e a baixada litorânea também foram temas, com trocas de acusações sobre a gestão de obras e o tratamento dado aos moradores. Marinho criticou Paes por supostamente usar palavras de baixo calão contra moradores da Região dos Lagos, o que Paes negou.