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Chamas no Amazonas: Fumaça densa impede voos de combate a incêndios e agrava crise de poluição em Manaus

Baixa visibilidade no Amazonas impacta voos de combate a incêndios, com Manaus sob céu de fumaça

A qualidade do ar no Amazonas, drasticamente afetada pela fumaça das queimadas, tornou-se um obstáculo intransponível para a atuação de aeronaves no combate aos incêndios florestais. O Ibama confirmou que a falta de visibilidade é o principal entrave, impedindo missões cruciais para o controle das chamas.

Quatro helicópteros, essenciais para o transporte de brigadistas e equipamentos, além do lançamento de água, foram forçados a interromper suas operações devido à visibilidade quase nula. Apenas seis aviões Air Tractor, especializados em combate a incêndios, conseguiram realizar algumas missões, mesmo com as severas interferências atmosféricas.

A situação crítica em Manaus, que tem enfrentado dias com qualidade do ar classificada como “perigosa”, intensifica a urgência de soluções. O Governo Federal anunciou um reforço nas ações de combate, incluindo a mobilização de mais aeronaves e recursos emergenciais, buscando mitigar os impactos devastadores das queimadas no estado. Conforme informação divulgada pelo Ibama, as operações aéreas seguem regulamentos estritos de visibilidade para garantir a segurança dos pilotos e a eficácia das missões.

Aeronaves especializadas limitadas pela névoa de fumaça

A operação de aeronaves sob regras de voo visual (VFR) exige um mínimo de visibilidade, que pode chegar a 5.000 metros. Em condições de fumaça intensa, como as vivenciadas no Amazonas, esses limites são facilmente ultrapassados. O Ibama explicou que, abaixo desses patamares, as operações se tornam impossíveis por questões de segurança, impedindo que equipes e equipamentos cheguem aos focos de incêndio de forma eficaz.

Um dos desafios mencionados é a manutenção do avião KC-390, uma aeronave multimissão utilizada para transporte tático, logístico e combate a incêndios. Sua reativação é aguardada para reforçar as operações assim que os reparos necessários forem concluídos, somando-se a outros esforços.

Governo Federal amplia ações de combate e reforça frota aérea

Em resposta à emergência, o Governo Federal anunciou a ampliação das ações de combate aos incêndios florestais no Amazonas. A iniciativa inclui a mobilização de cinco aeronaves adicionais, elevando o total para dezesseis. Além disso, haverá a criação de uma nova base da Força Nacional do SUS em Manaus e a destinação de R$ 14 milhões para ações emergenciais e contratação de mais duas aeronaves.

Entre os reforços aéreos, destaca-se a chegada de um segundo avião KC-390, com capacidade para lançar até 19 mil litros de água por saída. Esta aeronave se juntará ao KC-390 já em operação, que tem capacidade para 12 mil litros, potencializando a capacidade de contenção das chamas.

Manaus atinge níveis perigosos de poluição do ar

Nos primeiros 17 dias de outubro, o Amazonas registrou impressionantes 1.892 focos de incêndio, de acordo com o Painel do Fogo, do Censipam. Manaus, a capital do estado, tem sofrido com uma densa camada de fumaça há aproximadamente dez dias, proveniente de queimadas em municípios do interior e de estados vizinhos.

Na manhã deste sábado (17), o índice de qualidade do ar em Manaus atingiu 693 pontos, um nível considerado “perigoso” pela plataforma internacional IQAir. Ao final do dia, a cidade liderava o ranking das cidades mais poluídas do Brasil. A Defesa Civil também classificou a qualidade do ar como “pessima”, com a concentração de partículas finas (MP2,5) chegando a 401,4 µg/m³ às 6h30.

Apelo para que a população permaneça em casa e denuncie focos de incêndio

Diante da severa crise de qualidade do ar, a Prefeitura de Manaus tem emitido alertas nas redes sociais, pedindo à população que permaneça em casa e evite a exposição à fumaça. A orientação é para que qualquer foco de incêndio seja denunciado imediatamente aos órgãos competentes, como a ouvidoria do Ministério Público do Amazonas ou a guarda municipal.

A situação demanda ações coordenadas e urgentes, tanto para o combate direto aos incêndios quanto para a proteção da saúde da população amazonense, que sofre as consequências diretas da **baixa visibilidade no Amazonas** e da **crise de poluição**.