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Carnaval de Salvador: MPBA DENUNCIA 7 POLICIAIS por agressões brutais contra foliões no Circuito Dodô

MPBA denuncia sete policiais militares por agressões durante o Carnaval de Salvador em 2026, no circuito Dodô (Barra-Ondina). As vítimas foram abordadas após uma discussão, resultando em lesões graves e constrangimento.

O Ministério Público da Bahia (MPBA) apresentou uma denúncia formal contra sete policiais militares, acusados de cometerem agressões físicas e morais durante o Carnaval de Salvador. O incidente ocorreu no dia 14 de fevereiro de 2026, no popular circuito Dodô, que abrange Barra-Ondina.

De acordo com o MPBA, as agressões aconteceram após uma discussão entre foliões. Agentes do Batalhão de Policiamento Turístico (Bpatamo) teriam agredido violentamente três homens. Surpreendentemente, entre os agredidos estavam dois policiais militares que estavam de folga.

A denúncia é embasada em um robusto conjunto de provas, incluindo depoimentos das vítimas e testemunhas, laudos médicos que atestam as lesões, fotografias detalhadas, imagens de câmeras de segurança e vídeos que registraram os ocorridos. Conforme informação divulgada pelo MPBA, a investigação buscou a verdade dos fatos para garantir a justiça.

Violência e Lesões Graves Detalhadas na Denúncia

O documento do MPBA detalha a brutalidade empregada por alguns dos policiais. Um dos agentes é acusado de desferir golpes de bastão nas costas e no tórax de um dos foliões. Em seguida, o mesmo policial teria atingido a cabeça de outro folião com dois golpes de cassetete, resultando em uma fratura na mandíbula que exigiu intervenção cirúrgica.

As agressões não pararam por aí. Outros agentes também foram denunciados pelo MP por terem infligido agressões contra um dos foliões. Um aspirante a oficial é citado na denúncia por ter agredido e torcido o braço de uma das vítimas, causando dor e lesão.

Ofensas Homofóbicas e Constrangimento Ilegal Durante a Abordagem

A gravidade dos atos denunciados se estende a outras condutas. Um segundo aspirante a oficial foi incluído na denúncia por envolvimento em agressões e por proferir ofensas homofóbicas contra um dos foliões. A conduta demonstra um desrespeito inaceitável aos direitos humanos.

Uma aspirante foi denunciada por constrangimento ilegal, especificamente pela tentativa de impedir que uma das vítimas registrasse as agressões com seu celular. Essa ação configura um ato de intimidação e cerceamento da liberdade de registro.

Aluno Oficial Denunciado por Violência e Ofensas

O último policial a ser denunciado é um aluno oficial. Ele responde por violência contra um inferior hierárquico e por supostas ofensas de cunho homofóbico. A denúncia abrange um espectro de crimes que indicam um comportamento inadequado e abusivo por parte dos agentes de segurança pública durante o evento.