Campanha de Flávio Bolsonaro vê sucesso em expor Lula sobre maioridade penal e critica postura no Senado
Integrantes da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência avaliam que a discussão sobre a redução da maioridade penal nos últimos dias serviu para expor a falta de interesse real do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em avançar com o tema.
Embora a matéria não vá ser votada no Senado neste momento, a avaliação interna é que a estratégia de trazer o assunto à tona no debate público foi válida para **equilibrar o jogo eleitoral** e mostrar divergências.
A iniciativa partiu do senador Rogério Marinho (PL), coordenador da campanha de Flávio, que apresentou uma emenda para incluir a redução da maioridade penal na PEC da Segurança Pública. A proposta sugeria a diminuição de 18 para 16 anos, e até 14 anos para crimes hediondos.
Pressão e Posicionamento de Lula
O objetivo principal da emenda era pressionar Lula a se posicionar sobre a redução da maioridade penal, um tema no qual a direita se sente mais confortável. A ação também visava recolocar Flávio Bolsonaro em evidência no debate público, especialmente após a recente aprovação do fim da escala 6×1 no Senado, uma vitória para o governo petista.
A esquerda reagiu com reuniões internas e, surpreendentemente, o senador Camilo Santana (PT-CE), atuante na campanha de Lula, chegou a apresentar uma emenda com redução da maioridade, embora menos rigorosa que a proposta por Marinho. Essa movimentação interna da base aliada de Lula demonstra a pressão sentida.
Retirada da Pauta e Críticas da Campanha de Bolsonaro
No entanto, a proposta de Segurança Pública, que incluía a emenda sobre a maioridade penal, foi retirada de pauta pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), no início da noite de quinta-feira (15). Marinho criticou duramente a decisão, acusando Alcolumbre de buscar preservar o governo.
Apesar da retirada da pauta, membros da campanha de Flávio Bolsonaro consideram que a estratégia foi bem-sucedida em demonstrar que a esquerda não está unida ou empenhada na redução da maioridade penal. Marinho declarou que o governo preferiu adiar a votação para não contrariar a sociedade, mostrando desinteresse em resolver a segurança pública em favor de ganhar eleições.
Flávio Bolsonaro Acusa Lula de Tendências Ditatoriais
Em transmissão ao vivo em seu canal no YouTube, Flávio Bolsonaro acusou Lula de querer controlar a polícia e centralizar o poder, características que ele associou a governos ditatoriais e fascistas. A PEC da Segurança Pública, em sua concepção original, buscava aprimorar a coordenação entre polícias e estados, mas encontrou resistências de governadores.
A campanha de Flávio avalia que, mesmo sem a votação, a exposição do tema e a reação do governo Lula foram suficientes para reforçar a narrativa de que a esquerda não prioriza a segurança pública e que a redução da maioridade penal é uma bandeira importante para a direita.
