Abrindo conteúdo
Pular para o conteúdo

Calamidade pública Juiz de Fora: chuvas históricas de 584 milímetros, 14 mortos, mais de 20 soterramentos e transbordamento do Rio Paraibuna

Ads

Juiz de Fora vive uma emergência grave depois de uma sequência de temporais que causou deslizamentos, enchentes e o transbordamento do Rio Paraibuna.

O impacto é amplo, com vítimas, áreas isoladas e atos de prevenção em andamento, enquanto há previsão de novas chuvas para a região.

As medidas e números oficiais foram divulgados pelas autoridades locais e pelo Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais, conforme informação divulgada pela prefeitura de Juiz de Fora e pelo Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais.

Decreto e dados oficiais

A prefeitura publicou na madrugada desta terça-feira, 24, um decreto que declara situação excepcional, determinando estado de calamidade pública Juiz de Fora pelo prazo de 180 dias, para permitir ações emergenciais e liberação de recursos.

Segundo os dados divulgados, o volume acumulado de chuva chegou a 584 milímetros até a meia-noite, tornando fevereiro de 2026 o mês mais chuvoso já registrado na história do município, com chuvas quase quatro vezes acima da média histórica para o período.

Vítimas, chamadas e resgates

A prefeita Margarida Salomão, em postagem nas redes sociais da administração, informou que, diante dos deslizamentos, houve “pelo menos 20 soterramentos e 14 pessoas morreram“.

O tenente Henrique Barcellos, porta-voz do CBMMG, relatou que o transbordamento do Rio Paraibuna resultou em mais de 40 chamados emergenciais em poucas horas, por inundações, soterramentos, bloqueios de vias, moradores ilhados e risco estrutural em encostas e áreas próximas ao leito do rio.

Operações, equipes e recomendações

Para as operações, “Mais de 20 militares, além de equipes especializadas do Batalhão de Emergências Ambientais e Resposta a Desastres, com materiais de salvamento e cães de busca, foram deslocados” para reforçar o atendimento.

As ações estão concentradas na localização de possíveis vítimas e na retirada preventiva de moradores de áreas consideradas de risco geológico, e as autoridades orientam que, ao perceber movimentação de terra, os moradores deixem imediatamente o local e busquem abrigo seguro.

Aulas, alertas meteorológicos e próximos passos

Diante da situação, a prefeitura suspendeu as aulas nas escolas municipais nesta terça-feira, 24, citando dificuldades de deslocamento e riscos à segurança de alunos, professores e demais trabalhadores da educação, e recomendou que a população evite sair de casa, salvo em situações de necessidade.

Organismos meteorológicos, incluindo o Instituto Nacional de Meteorologia, mantêm alertas de perigo para a região, com previsão de novas precipitações intensas e ventos fortes, o que pode agravar o cenário nos próximos dias.

O cenário em Juiz de Fora segue volátil, e a declaração de calamidade pública Juiz de Fora deve acelerar medidas de socorro, monitoramento e reconstrução enquanto equipes continuam o trabalho de busca e retirada de famílias das áreas de risco.