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Calamidade pública em Juiz de Fora: chuvas recordes, 14 mortes, ao menos 20 soterramentos e transbordamento do Paraibuna levam cidade ao decreto de 180 dias

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Calamidade pública em Juiz de Fora, decretada por 180 dias após fevereiro mais chuvoso da história, com bairros isolados, inundações e operações de resgate em curso

A cidade enfrenta um cenário de emergência após temporais que causaram mortes, deslizamentos e alagamentos em vários pontos do município.

Equipes de socorro atuam nas áreas mais afetadas, enquanto a população recebe orientações para permanecer em local seguro e evitar deslocamentos desnecessários.

As medidas foram tomadas diante de um volume de chuva excepcional e da necessidade de resposta imediata das autoridades, conforme informação divulgada pela prefeitura de Juiz de Fora e pelo Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais.

O que os números dizem

Temporais intensos registraram 14 mortes, pelo menos 20 soterramentos e o transbordamento do Rio Paraibuna, deixando diversos bairros isolados, até o momento.

O volume acumulado de chuva atingiu a marca de 584 milímetros, valor que representa quase quatro vezes a média histórica para o período na Zona da Mata.

O transbordamento do Rio Paraibuna resultou em mais de 40 chamados emergenciais em um curto intervalo, envolvendo inundações, soterramentos e bloqueios de vias.

Resposta das equipes de resgate

Entre a noite de segunda-feira (23) e a madrugada de terça (24), a corporação registrou um total de 211 ocorrências relacionadas a deslizamentos e riscos estruturais.

Mais de 20 militares, incluindo equipes especializadas do Batalhão de Emergências Ambientais e Resposta a Desastres, foram mobilizados para as operações de socorro com o auxílio de materiais de salvamento e cães de busca. As ações prioritárias concentram-se na localização de vítimas e na retirada preventiva de moradores em áreas de risco geológico.

Medidas administrativas e recomendações

A prefeita de Juiz de Fora decretou estado de calamidade pública, nesta terça-feira (24), e o decreto, publicado na madrugada, estabelece uma situação excepcional pelo prazo de 180 dias. A medida facilita a liberação de recursos e a contratação emergencial para socorro e recuperação.

Devido às dificuldades de deslocamento e riscos à segurança, a prefeitura suspendeu as aulas na rede municipal de ensino nesta terça-feira, e recomenda-se que a população evite sair de casa, exceto em casos de extrema necessidade.

O que existe de orientação prática

Autoridades orientam que moradores de áreas baixas e encostas busquem abrigos em locais seguros e sigam as instruções das equipes de resgate. Em caso de emergência, é importante acionar os serviços oficiais e não tentar deslocamentos por vias alagadas.

As ações de salvamento e avaliação dos danos continuam, enquanto a cidade contabiliza perdas humanas e materiais e organiza o atendimento às famílias afetadas.