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Caiado: Fachin poderia ter julgado investigação de Moraes sobre Banco Master e INSS, critica falta de transparência

Caiado critica STF e pede transparência em investigações envolvendo Moraes

O candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado (PSD), declarou que o presidente do STF, Edson Fachin, teria a prerrogativa de julgar uma investigação envolvendo o ministro Alexandre de Moraes, caso assim desejasse. A declaração surge em meio a discussões sobre a análise de um caso que levanta suspeitas sobre diálogos entre Moraes e Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.

Caiado expressou preocupação com a suspensão da análise de uma questão preliminar relacionada a essa investigação, argumentando que a falta de transparência pode comprometer a credibilidade do processo eleitoral. Para o governador, informações sobre potenciais envolvimentos de candidatos em investigações deveriam ser de conhecimento público antes das eleições.

O político defende a abertura dos documentos referentes às investigações do Banco Master e fraudes no INSS, acreditando que a divulgação dessas informações é crucial para que os eleitores possam fazer escolhas conscientes. A declaração foi feita em entrevista ao Jornal da Record.

Fachin poderia ter levado investigação adiante, afirma Caiado

Ronaldo Caiado afirmou categoricamente que “Se o ministro Fachin quisesse, teria rejeitado a questão de ordem e teria colocado em votação [a abertura de uma investigação contra Moraes]”. Essa declaração reflete a visão do governador sobre a atuação do STF em casos que envolvem seus próprios membros, sugerindo que Fachin poderia ter optado por avançar com a análise.

A fala de Caiado ocorre após o Supremo Tribunal Federal suspender a análise de uma questão preliminar sobre uma investigação que apura supostos diálogos entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro. O caso se originou de um relatório da Polícia Federal, com base em informações extraídas do celular de Vorcaro, que era o ex-controlador do Banco Master.

Suspensão de análise e impacto nas eleições

A sessão do STF que discutia o caso, em 15 de agosto, focava na possibilidade de julgar o caso conjuntamente com outro processo relacionado ao ministro André Mendonça. Contudo, o ministro Flávio Dino pediu vista, suspendendo a análise por até 90 dias. Caiado criticou essa decisão, alegando que a “situação pode afetar a credibilidade do processo eleitoral”.

Segundo o candidato, o eleitorado tem o direito de conhecer informações relevantes sobre os candidatos. “Não tem sentido terem cancelado a audiência. O que a sociedade precisa é não ser enganada. Se você tem todos os dossiês e está às vésperas de eleição, você não pode trair a democracia”, enfatizou.

Caiado defende fim do sigilo em investigações do Banco Master e INSS

Em sua entrevista, Ronaldo Caiado defendeu enfaticamente o fim do sigilo em investigações que envolvem o caso do Banco Master e as fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Ele revelou ter encaminhado um pedido a Fachin para que os documentos relacionados a ambos os casos fossem abertos à consulta pública.

O governador argumenta que a divulgação das informações é essencial para que o eleitor possa avaliar eventuais vínculos de candidatos com os episódios investigados. “Se você não informa o que os candidatos têm de envolvimento, o eleitor vota nele e não pode recolher o voto de volta. Se as pessoas estão envolvidas com o escândalo do INSS e Dark Horse, tudo isso tem que vir à tona”, declarou.