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Brasil será o maior beneficiado com nova tarifa de 15% dos EUA, aponta estudo: entenda o impacto positivo para o país

Brasil pode ser o grande vencedor com as novas tarifas de importação dos EUA, segundo estudo

As recentes tarifas globais de 15% impostas às importações americanas, anunciadas por Donald Trump, podem trazer um **impacto surpreendentemente positivo para o Brasil**. Um levantamento da plataforma Global Trade Alert sugere que o país se tornará o maior beneficiado com as novas alíquotas, uma notícia animadora para o comércio exterior brasileiro.

Apesar do aumento em relação a uma proposta anterior de 10%, a nova medida ainda deve resultar em uma **redução expressiva na alíquota média aplicada às exportações brasileiras** destinadas aos Estados Unidos. Antes da decisão da Suprema Corte sobre a legalidade das tarifas, o Brasil enfrentava taxas médias de cerca de 26,3% sobre seus produtos.

Com a nova cobrança global de 15%, essa alíquota média sobre os bens brasileiros deve cair para aproximadamente 12,8%. Essa mudança representa uma **vantagem competitiva significativa** e pode impulsionar o fluxo de produtos nacionais no mercado americano. Conforme dados divulgados pela Global Trade Alert, essa é uma das principais conclusões do estudo. O ministro Geraldo Alckmin também comentou sobre a medida, vendo-a como positiva para o Brasil.

Impacto positivo previsto para o Brasil e outros países

O estudo da Global Trade Alert aponta que, além do Brasil, outros países como a **China** (-7,1%) e a **Índia** (-5,6%) também devem sentir efeitos positivos com a tarifa de 15%. Esses números indicam uma reconfiguração nas relações comerciais globais sob a nova política tarifária americana.

Por outro lado, algumas nações que possuem acordos comerciais estabelecidos com os Estados Unidos podem enfrentar um cenário diferente, com um **aumento na cobrança média sobre seus produtos**. Os países mais afetados negativamente, segundo o levantamento, incluem o Reino Unido (+2,1%), a Itália (+1,7%) e Singapura (+1,1%).

Aliados dos EUA também podem sentir o aperto das tarifas

Países asiáticos como o Japão (+0,4%) e a Coreia do Sul (+0,6%), que também celebraram parcerias comerciais com os americanos, deverão observar um **aumento nas tarifas médias aplicadas aos seus produtos**. Essa situação demonstra que a nova política tarifária não discrimina apenas adversários comerciais, mas pode afetar também parceiros estratégicos.

Apesar das potenciais dificuldades para algumas nações, o representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, afirmou que **nenhum dos países parceiros indicou planos de se retirar** após a decisão da Suprema Corte sobre as tarifas. Isso sugere uma expectativa de manutenção das relações comerciais, mesmo diante das novas regras.

Geraldo Alckmin vê as tarifas de 15% como um avanço para o Brasil

O presidente em exercício e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Geraldo Alckmin, expressou uma visão otimista sobre as novas tarifas anunciadas por Donald Trump. Segundo ele, a **alíquota de 15% aplicada de forma igualitária em âmbito global é benéfica para o Brasil**, pois garante a manutenção da competitividade do país.

Em declarações a jornalistas em Aparecida, São Paulo, Alckmin destacou que a medida é justa. Ele comparou a nova tarifa com a alíquota média de 2,7% para produtos americanos que entram no Brasil. Alckmin ressaltou que os Estados Unidos possuem um **déficit comercial com a maior parte do mundo, mas um superávit com o Brasil**, tanto em bens quanto em serviços. Portanto, mesmo com a tarifa de 15%, a igualdade na cobrança assegura que o Brasil não perca sua posição competitiva no mercado.