Belga é preso no Rio após torturar e extorquir turista canadense em cárcere privado
Um cidadão belga foi detido em flagrante no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro na madrugada desta sexta-feira (24), enquanto tentava fugir do país para a Colômbia. A prisão ocorreu após investigações que apontam que o homem cometeu crimes de tortura e extorsão contra um turista canadense.
Segundo informações da Delegacia Especial de Apoio ao Turismo (Deat), com apoio da Polícia Federal, o suspeito mantinha a vítima em cárcere privado por dois dias em um apartamento no Centro do Rio. Durante esse período, ele exigiu o pagamento de 5 mil dólares canadenses.
A vítima, que já havia pago 35 mil dólares canadenses ao belga sob coação desde o Canadá, foi submetida a extrema violência. As investigações indicam que o suspeito utilizou uma faca para torturar o canadense, chegando a causar ferimentos graves em um dos dedos da vítima. Conforme apurado, o autor é reincidente e possui histórico criminal em seu país de origem.
Vítima consegue escapar e buscar socorro médico
Apesar da brutalidade e do sofrimento intenso, a vítima conseguiu escapar do cativeiro e buscar atendimento médico. Mesmo com o canadense hospitalizado, o criminoso belga não cessou as ameaças e continuou a exigir mais dinheiro por meio de mensagens, tentando manter a extorsão em andamento.
Prisão em flagrante no aeroporto do Galeão
A ação que levou à prisão do belga contou com a participação de policiais civis da Deat e agentes da Polícia Federal. O homem foi interceptado no aeroporto enquanto se preparava para embarcar em um voo com destino à Colômbia, em uma clara tentativa de evadir a justiça brasileira.
Crimes de extorsão e tortura em andamento
O belga foi autuado em flagrante pelos crimes de extorsão e tortura. As autoridades continuam as investigações para apurar todos os detalhes do caso e garantir que o suspeito responda pelos seus atos.
Histórico de coação e violência contra turista
As apurações revelaram que a vítima já vinha sendo coagida pelo belga desde o Canadá, tendo pago uma quantia considerável em dólares canadenses antes mesmo de vir ao Brasil. A reincidência do autor e seu histórico criminal em seu país de origem reforçam a gravidade do caso.