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AVC em jovens cresce, hipertensão é vilã silenciosa, apenas 30% tratam a pressão, alertam neurologistas do Einstein e da Unifesp sobre riscos

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O Acidente Vascular Cerebral, conhecido como AVC, não é exclusividade da terceira idade, embora a idade seja um fator importante. Jovens podem sofrer AVC quando há fatores de risco associados, como doenças crônicas ou hábitos de vida prejudiciais.

A hipertensão arterial surge como o principal vilão entre esses fatores, porque atua de forma discreta e progressiva sobre os vasos, aumentando o risco de eventos cerebrovasculares e cardíacos.

Além das causas clássicas, estudos recentes apontam novo elenco de fatores, como apneia do sono, câncer e aneurisma intracraniano com histórico familiar, que elevam a probabilidade de AVC, conforme informação divulgada pela CNN Brasil.

Idade e risco, o que dizem os especialistas

Conforme explicou a neurologista Gisele Sampaio, do Einstein Hospital Israelita, “A idade é um fator de risco para o AVC. Quanto mais idoso o indivíduo, maior o risco. Mas isso não significa que os indivíduos jovens não podem ter um AVC”, ressaltando que a presença de fatores modificáveis muda o quadro de risco.

Por que a hipertensão é chamada de vilã silenciosa

A neurologista vascular Maramelia Miranda, da Unifesp, afirma que “Eu destacaria aí a hipertensão arterial no nosso meio e no mundo inteiro. É vilã silenciosa”, porque frequentemente não provoca sintomas até causar lesões vasculares graves.

O controle da pressão é, portanto, uma das medidas mais eficazes para prevenção do AVC, já que o mesmo leito vascular irriga o cérebro e o coração.

Impacto do descuido com o tratamento

Um dado que preocupa os especialistas é que “apenas 30% dos pacientes diagnosticados com hipertensão no Brasil respeitam e levam o tratamento a sério. Os outros 70% não seguem adequadamente as recomendações médicas”, o que amplia o risco de complicações cardiovasculares e cerebrovasculares.

Essa negligência com a medicação, com a alimentação e com o acompanhamento médico transforma um risco controlável em ameaça real, inclusive para adultos jovens.

Novos fatores de risco e relação com doenças cardíacas

Miranda cita ainda que a apneia do sono é um fator de risco para AVC, e que condições como câncer e aneurisma intracraniano, especialmente com histórico familiar, também merecem atenção.

“O vaso é o mesmo, são as artérias do cérebro e as artérias do coração”, lembra a especialista, reforçando que prevenção, diagnóstico precoce e adesão ao tratamento são fundamentais para reduzir casos de AVC em todas as idades.